PL detectou movimento de opositores para tentar esvaziar evento que vai formalizar candidatura do presidente, no domingo
PL detectou movimento de opositores para tentar esvaziar evento que vai formalizar candidatura do presidente, no domingo.

O Partido Liberal (PL) cancelou cerca de 40 mil inscrições falsas para a convenção que vai formalizar a candidatura do presidente Jair Bolsonaro à reeleição, no próximo domingo (24/07). O evento está marcado para o Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

Desde a terça-feira 19, o PL vem monitorando uma ação coordenada de opositores para boicotar a convenção. O partido identificou um movimento de páginas contrárias a Bolsonaro, que se mobilizaram na internet para reservar ingressos, com a intenção de tirar espaço de apoiadores e esvaziar o evento. Ao todo, a sigla contabiliza 50 mil inscrições.

Inicialmente, a convenção de domingo receberia apoiadores do presidente que fizessem um cadastro virtual, com ingressos gratuitos. No entanto, o PL anunciou na quarta-feira que vai liberar a entrada sem ingresso, até a lotação máxima do ginásio. Quem não conseguir entrar terá a chance de acompanhar os discursos do lado de fora do Maracanãzinho, por meio de um telão.

A segurança da convenção no Rio de Janeiro também é uma das preocupações do PL. O controle de entrada e triagem de pessoas vai estar sob responsabilidade do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI).

A organização da convenção vai reservar espaços para apoiadores, autoridades, filiados ao PL, convidados e para a imprensa credenciada. A abertura dos portões está prevista para 8h22, usando o número do partido (22) de forma simbólica.

Investigação de TSE e Polícia Federal

Além do esforço por esvaziamento, o PL alega que o site oficial do partido foi alvo de tentativa de invasão. Profissionais de tecnologia têm trabalhado para detectar ações e possíveis identidades de hackers. Neste contexto, o partido decidiu acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para pedir investigação e punição aos invasores.

Em outra frente, a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) afirmou que entrou com uma representação na Polícia Federal pedindo investigação sobre o movimento de sabotagem de ingressos.

“Vários deles usaram a criação de e-mails fake e de CPFs fake, o que é crime pela nossa Constituição. A Polícia Federal já foi avisada, nós registramos todos esses perfis”, comentou a deputada nas redes sociais.