População testemunha sucateamento do sistema de transporte aquaviário, que cai como uma bomba no colo do atual governador Carlos Brandão (PSB).

A qualidade do serviço de Ferryboats prestado nos terminais da Ponta da Espera e Cujupe tem causado transtornos aos usuários. Boa parte da população tem comprado a passagem e não conseguem fazer a travessia.

Informações dão conta de que apenas três Ferry’s estavam operando, mas um deles parou de funcionar e nem saiu de São Luís devido a problemas mecânicos. De acordo com Mauro Goltzman, diretor de operações da empresa Serviporto, a qualidade do serviço é e responsabilidade do Governo do Estado.

“Em fevereiro de 2020 houve uma intervenção do Governo do Estado no sentido de melhorar o transporte aquaviário. Daí pra frente, é o Governo quem tem responsabilidade na operação, administração e gestão do sistema aquaviário, não temos participação. Fui afastado, não faço parte do serviço de travessia e sigo no apoio portuário. Toda a parte de travessia é feita pelo Governo, sem qualquer tipo de interferência dos donos ou dos sócios”, afirmou.

Mas, antes disso, em 2017, o ex-governador Flávio Dino (PSB) anunciou investimento de R$730 milhões na área do Porto do Itaqui e no serviço de transporte São Luís/Cujupe.

“Neste ano de 2017, na área do Porto do Itaqui e nos terminais do ferry boat, teremos investimentos públicos e privados de R$ 730 milhões”, publicou Dino por meio de suas redes sociais.

A atual situação no serviço de ferryboats além de refletir o sucateamento do sistema de transporte aquaviário no Maranhão, dá sinais de nenhum tipo de investimento do governo na área das balsas.